Truman Capote e Anna Wintour (ou reflexões sobre como parecer respeitável)

7 out

Estou lendo “A Sangue Frio”, o famoso romance de Truman Capote baseado num assassinato cruel ocorrido no fim dos anos 50 nos Estados Unidos. Reparem como o autor descreve o presidiário Floyd Wells, que está servindo de testemunha de acusação no julgamento dos assassinos:

Era um sujeito com cara de homem do campo, ligeiramente sem queixo, vestido num bom terno azul-escuro comprado especialmente para a ocasião pelo Estado do Kansas. O Estado se preocupava em fazer sua mais importante testemunha parecer respeitável e, consequentemente, digna de confiança.

Que maneira melhor de passar uma imagem de confiança para alguém (um presidiário, que por sua condição já não inspira muita) que não seja pela roupa? E que roupa melhor do que uma boa roupa clássica?

Na dúvida, vista um clássico! Não há nada melhor para se sentir segura e confiante (obviamente que seja um clássico adequado para cada ocasião). E não se esqueça da parte boa desta roupa: um bom tecido, acabamento bem feito e um bom caimento são fundamentais na hora de passar uma boa imagem de si próprio.

Essa reflexão pode muito bem se estender para a nossa roupa de trabalhar, que eu sei que é uma questão que sempre gera dúvidas nas pessoas. E por mais que se diga e repita as regrinhas básicas – não use roupas muito curtas, transparentes ou decotadas, o trabalho não é ambiente para mostrar que é sexy ou que está em forma; evite os excessos de acessórios, maquiagem e perfume; prefira cores e estampas discretas; as roupas precisam estar em bom estado e bem conservadas, sem furos ou desfiados e bem passada; unhas, cabelos, depilação e hálito devem passar uma boa imagem de cuidados e higiene pessoal; etc e por aí… -, as pessoas costumam ainda titubear em frente ao guarda-roupa (ou ao closet, para as mais finas).

E, como bem disse Glória Kalil neste editorial aqui,  moda e trabalho nem sempre costumam combinar. As últimas tendências podem ser lindas nas vitrines e revistas, mas um grande desastre no escritório.

Querem uma ótima inspiração para andar clássica e na moda? A toda poderosa Anna Wintour, editora da Vogue América. Já repararam como ela está sempre fina, elegante e na moda, sem afetações de fashion victim? Ela costuma apostar nos cortes clássicos e em peças que passam uma imagem de mulher imponente, de respeito, de credibilidade, com todas aquelas características da boa roupa descritas acima. E suas ousadias fashion (como o look de girafa abaixo) são totalmente pertinentes ao seu ambiente.

anna wintour

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Uma resposta to “Truman Capote e Anna Wintour (ou reflexões sobre como parecer respeitável)”

  1. Giuliana Rodrigues 08/10/2009 às 15:41 #

    Esse vestido preto e branco está OTIMO!!! E parece ser daqueles que NUNCA cairam, nem vão cair, de moda.

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