@inspirafarm e suas lições de branding

17 abr

Se tem uma marca nacional que sabe inovar sempre sem perder a sua essência é a Farm. Com um consistente trabalho de branding, a Farm sabe encantar e envolver xs clientes, indo muito além do próprio produto.

Essa breve introdução é para falar do mais novo perfil do instagram que a marca lançou, o @inspirafarm. Voltado para divulgar as fotos de campanha da atual coleção, a “Siga o sol”, o perfil mostra mais do que as belas fotos produzidas. A marca propõe também compartilhar um pouco do processo criativo, de experimentar e trazer xs clientes um pouco mais perto do universo Farm que está por trás dos bastidores, e que está tão repleto da sua essência.

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Na apresentação do feed já vem o recado: vire o celular na horizontal. As postagens são pedaços de uma imagem maior formatadas para serem visualizadas com o celular “virado”.

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Outro detalhe interessante do perfil é que nos stories você pode saber um pouco mais das pessoas que fazem parte da campanha. Sim, porque para a Farm não conta somente a imagem, elas são pessoas: carregam nome, histórias e opiniões que compartilham dos ideais da marca, elas também são protagonistas. O que acaba gerando uma maior identificação e envolvimento com o seu público. Achei isso genial!

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Uma das lições mais legais disso tudo? A Farm mostra que não é preciso reinventar a roda para inovar, basta lançar um novo olhar para o que já existe.

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Gen Z yellow

12 abr

A cor que passou tanto tempo em destaque, o millennial pink, começa a dar sinais de cansaço e abre espaço para uma nova que promete marcar a próxima geração: é a generation Z yellow, ou simplesmente Gen Z yellow, o amarelo da geração Z.

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@candela____

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@collagevintage

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Capa do livro de Claire Madden

Para quem não sabe, a geração Z é a que vem na sequência da geração Y (ou millennial) e compreende os jovens nascidos entre os anos de 1990 e 2010.

Identificados com essa cor solar, vibrante e polêmica – sim, o amarelo é o tipo de cor que não tem meio termo: ou é querida ou odiada – a nova geração traz com o frescor do amarelo um contraponto ao nostálgico rosa associado aos millennials. É a cor “cheguei” por excelência.

O amarelo é ainda a cor de gênero neutro (a primeira na qual pensamos ao comprar roupinhas de bebê que ainda não sabemos o sexo). E a neutralidade dos gêneros é uma das características dos Z.

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Páginas da revista Seventeen de março/abril de 2018

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@gigihadid

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Rihanna no lançamento da sua marca de cosméticos, a Fenty Beauty, em setembro do ano passado.

É também a cor base dos emojis, uma das formas de expressão e comunicação dos jovens Z, que já nasceram inseridos na cultura digital.

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@creative_yari

Assim como o millenninal pink assumia uma grande variação de tons de rosa, o gen Z yellow  vai do amarelo vibrante ao mostarda, passando dos tons frios aos mais quentes,  com opções possíveis para todas as tonalidades de pele.

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Desfile Balmain , desfile Dolce & Gabbana (fotos de desfile Vogue.com), a diretora Greta Gerwig na entrega do Oscar (@nytimesfashion) e @camilacoelho

E se o millenial pink ultrapassou o ano de 2016 e continuou predominante em 2017 (alguém aí se lembra do verde greenery?) será que o Gen Z yellow vai desbancar o ultra violet como cor do ano de 2018? Façam as suas apostas!

A gente não quer só produto, quer emoção e identificação

20 ago

Nos últimos dias, andei bem imersa em temas relativos ao consumidor e engajamento das marcas. Primeiro foi o curso Consumo Emocional com Dario Caldas (Observatório de Sinais, em São Paulo). Na última sexta, as palestras do Maxi Moda aqui em Fortaleza.

Um dos pontos mais discutidos no curso e nas palestras é que as marcas precisam criar um envolvimento com seu consumidor: se conectar com os seus valores, ter uma causa, um propósito.

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Imagem de campanha da Avon que tem abraçado a diversidade (Imagem: @avonbrasil)

Se nos seus primórdios o marketing focava nas qualidades do produto, no fim do século XX as marcas passaram a focar o consumidor e seu comportamento (estilo de vida). Hoje é preciso conhecer muito mais este consumidor, gerando um verdadeiro engajamento.

As marcas precisam se posicionar e, como ressaltou Andrea Bisker (da consultoria de tendências Stylus) em sua palestra no Maxi Moda, se a marca abraçar uma causa difícil e honesta, ela ganha uma grande vantagem competitiva.

Mas que fique claro, apesar de ser uma estratégia de marketing, o engajamento proposto pela marca/empresa precisa ser real e estar alinhado com os princípios e propósitos dela. Do contrário, o tiro pode sair pela culatra e os consumidores podem criar repulsa ao sentir a falta de verdade no discurso.

Então, antes de tudo, as marcas precisam estar com seus valores e propósitos muito bem definidos para conseguir um envolvimento de fato da sua audiência.

Abaixo segue um vídeo com o manifesto que a Knorr lançou esta semana.

Curso de Cool Hunting na Central Saint Martins

5 abr

Um sonho realizado! Fazer o curso de Cool Hunting na Central Saint Martins (Londres), uma das principais escolas de moda do mundo, era algo que eu vinha desejando há algum tempo. E finalmente consegui!

O curso tem duração de uma semana, de segunda a sexta. O meu foi entre os dias 20 e 24 de março. A turma era enxuta, bastante interessante e coesa. Éramos 4 brasileiras, 3 italianas, uma americana e uma holandesa. A maioria delas era formada em moda, e algumas estavam morando em Londres.

Nossa professora foi Daniela Bomba, graduada em moda na própria Central Saint Martins e que trabalha como stylist e pesquisadora de tendências. Ela é inglesa mas os pais são italianos, daí do sobrenome. Daniela é bastante comunicativa e sempre estimulava a interação da turma com a troca de informações e impressões sobre as visitas que fazíamos no dia anterior.

Nosso roteiro de aulas era basicamente assim: a gente tinha aula de manhã, onde eram transmitidos conceitos e a parte mais teórica, almoçávamos pela escola (o restaurante da escola tem um ótimo preço e opções interessantes) e depois íamos visitar alguns lugares, que poderiam ser museus, galerias, lojas, mercados ou bairros que concentravam uma boa dose disso tudo. A gente recebia um roteiro e uma atividade para nos guiarmos aonde ir e o que deveríamos observar. No dia seguinte, a aula começava com uma conversa sobre as nossas “descobertas”. No último dia, cada uma fez uma apresentação com o que tinha visto de mais interessante nas visitas e o que tinha captado de novas tendências em suas observações.

Os insights de cada uma nesta apresentação final foram bem bacanas e renderam boas discussões. Algumas questões foram quase unânimes, como a discussão do feminismo. Um dos temas que apresentei “The scaring cute” teve pelo menos umas 4 fotos das mesmas coisas no trabalho que outra colega apresentou com tema similar. Fiquei impressionada!

Enfim, o curso foi uma experiência maravilhosa, gostei demais! Só senti falta de um pouco mais de método e teoria. Talvez porque eu tenha feito o curso com Dario Caldas, do Observatório de Sinais, “Metodologia de pesquisa e análise de tendências”. Dario segue o método de pesquisa que ele desenvolveu e seu trabalho tem forte fundamentação na sociologia e antropologia. Acho que por isso senti falta de uma metodologia mais consistente. De toda forma, acho que um curso acabou complementando o outro.

Pequeno parênteses: o curso do ODES eu fiz em janeiro do ano passado (2016). Este ano eles realizaram a última turma aberta dele, que agora só será ministrado em grupos para empresas que tiverem interesse em treinar sua equipe para a pesquisa de tendências. Só foram dois dias, mas o conteúdo foi bastante rico. Quem tem interesse no assunto, aconselho seguir o ODES Blog, eles sempre publicam alguns de seus estudos por lá.

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Abaixo seguem algumas fotos tiradas durante a viagem. Divirtam-se!

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Nike desenvolve hijab para atletas muçulmanas

9 mar

A Nike anunciou para a primavera de 2018 o lançamento da linha “Pro Hijab”. Hijab é a vestimenta usada pela maioria das mulheres muçulmanas, tipo um lenço que cobre a cabeça.08HIJAB2-web-blog427

E foi pensando no conforto das atletas que usam hijab que a Nike desenvolveu sua linha. Feita de um material leve, bastante elástico e com vários mini furos que auxiliam na respiração, a peça foi desenhada para que não caia com o movimento dos exercícios e será vendida em três cores: preto, cinza e marinho.

Em meio às medidas xenófobas de Donald Trump, que reforçam o preconceito aos muçulmanos, ver a gigante mundial dos esportes realizar um projeto em prol dessas atletas é de fazer a gente se encher de alegria!

Ponto pra Nike! Que, mais do que senso de oportunidade, mostra que através do esporte é possível integrar diferentes culturas e religiões.

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Fotos: Vivienne Balla /Nike

Fonte: New York Times

Adeus a Niemeyer

6 dez

Traços simples, linhas curvas, uma beleza em concreto que muitas vezes desafiavam as leis da física. Oscar Niemeyer gostava do diferente, criou o próprio estilo, fez história: gênio.

Sempre admirei sua obra com aquele orgulho de ser brasileira como ele. Mas o que admiro muito mais é o homem. Criativo incansável, não parava. E, assim como gostava de desafiar a física, desafiava a biologia. Passado dos cem anos continuava tão lúcido e ativo, com a mente e a mão dando vida às suas linhas sinuosas.

Simples e belo. Queria eu, grande Niemeyer, que essas linhas tortas tivessem um pouco disso, para que essas palavras pudessem soar como uma singela homenagem.

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Fashion Again no Facebook

6 dez

Criei há alguns dias a página do Fashion Again no Facebook. Está no comecinho, mas pretendo que o espaço seja de troca e interação, além de compartilhar coisas bacanas que vejo por aí e que não entram aqui no blog. Vão lá! Espero ver vocês curtindo, compartilhando e trocando ideias. ;)

 

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