A gente não quer só produto, quer emoção e identificação

20 ago

Nos últimos dias, andei bem imersa em temas relativos ao consumidor e engajamento das marcas. Primeiro foi o curso Consumo Emocional com Dario Caldas (Observatório de Sinais, em São Paulo). Na última sexta, as palestras do Maxi Moda aqui em Fortaleza.

Um dos pontos mais discutidos no curso e nas palestras é que as marcas precisam criar um envolvimento com seu consumidor: se conectar com os seus valores, ter uma causa, um propósito.

avon insta

Imagem de campanha da Avon que tem abraçado a diversidade (Imagem: @avonbrasil)

Se nos seus primórdios o marketing focava nas qualidades do produto, no fim do século XX as marcas passaram a focar o consumidor e seu comportamento (estilo de vida). Hoje é preciso conhecer muito mais este consumidor, gerando um verdadeiro engajamento.

As marcas precisam se posicionar e, como ressaltou Andrea Bisker (da consultoria de tendências Stylus) em sua palestra no Maxi Moda, se a marca abraçar uma causa difícil e honesta, ela ganha uma grande vantagem competitiva.

Mas que fique claro, apesar de ser uma estratégia de marketing, o engajamento proposto pela marca/empresa precisa ser real e estar alinhado com os princípios e propósitos dela. Do contrário, o tiro pode sair pela culatra e os consumidores podem criar repulsa ao sentir a falta de verdade no discurso.

Então, antes de tudo, as marcas precisam estar com seus valores e propósitos muito bem definidos para conseguir um envolvimento de fato da sua audiência.

Abaixo segue um vídeo com o manifesto que a Knorr lançou esta semana.

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Curso de Cool Hunting na Central Saint Martins

5 abr

Um sonho realizado! Fazer o curso de Cool Hunting na Central Saint Martins (Londres), uma das principais escolas de moda do mundo, era algo que eu vinha desejando há algum tempo. E finalmente consegui!

O curso tem duração de uma semana, de segunda a sexta. O meu foi entre os dias 20 e 24 de março. A turma era enxuta, bastante interessante e coesa. Éramos 4 brasileiras, 3 italianas, uma americana e uma holandesa. A maioria delas era formada em moda, e algumas estavam morando em Londres.

Nossa professora foi Daniela Bomba, graduada em moda na própria Central Saint Martins e que trabalha como stylist e pesquisadora de tendências. Ela é inglesa mas os pais são italianos, daí do sobrenome. Daniela é bastante comunicativa e sempre estimulava a interação da turma com a troca de informações e impressões sobre as visitas que fazíamos no dia anterior.

Nosso roteiro de aulas era basicamente assim: a gente tinha aula de manhã, onde eram transmitidos conceitos e a parte mais teórica, almoçávamos pela escola (o restaurante da escola tem um ótimo preço e opções interessantes) e depois íamos visitar alguns lugares, que poderiam ser museus, galerias, lojas, mercados ou bairros que concentravam uma boa dose disso tudo. A gente recebia um roteiro e uma atividade para nos guiarmos aonde ir e o que deveríamos observar. No dia seguinte, a aula começava com uma conversa sobre as nossas “descobertas”. No último dia, cada uma fez uma apresentação com o que tinha visto de mais interessante nas visitas e o que tinha captado de novas tendências em suas observações.

Os insights de cada uma nesta apresentação final foram bem bacanas e renderam boas discussões. Algumas questões foram quase unânimes, como a discussão do feminismo. Um dos temas que apresentei “The scaring cute” teve pelo menos umas 4 fotos das mesmas coisas no trabalho que outra colega apresentou com tema similar. Fiquei impressionada!

Enfim, o curso foi uma experiência maravilhosa, gostei demais! Só senti falta de um pouco mais de método e teoria. Talvez porque eu tenha feito o curso com Dario Caldas, do Observatório de Sinais, “Metodologia de pesquisa e análise de tendências”. Dario segue o método de pesquisa que ele desenvolveu e seu trabalho tem forte fundamentação na sociologia e antropologia. Acho que por isso senti falta de uma metodologia mais consistente. De toda forma, acho que um curso acabou complementando o outro.

Pequeno parênteses: o curso do ODES eu fiz em janeiro do ano passado (2016). Este ano eles realizaram a última turma aberta dele, que agora só será ministrado em grupos para empresas que tiverem interesse em treinar sua equipe para a pesquisa de tendências. Só foram dois dias, mas o conteúdo foi bastante rico. Quem tem interesse no assunto, aconselho seguir o ODES Blog, eles sempre publicam alguns de seus estudos por lá.

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Abaixo seguem algumas fotos tiradas durante a viagem. Divirtam-se!

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Nike desenvolve hijab para atletas muçulmanas

9 mar

A Nike anunciou para a primavera de 2018 o lançamento da linha “Pro Hijab”. Hijab é a vestimenta usada pela maioria das mulheres muçulmanas, tipo um lenço que cobre a cabeça.08HIJAB2-web-blog427

E foi pensando no conforto das atletas que usam hijab que a Nike desenvolveu sua linha. Feita de um material leve, bastante elástico e com vários mini furos que auxiliam na respiração, a peça foi desenhada para que não caia com o movimento dos exercícios e será vendida em três cores: preto, cinza e marinho.

Em meio às medidas xenófobas de Donald Trump, que reforçam o preconceito aos muçulmanos, ver a gigante mundial dos esportes realizar um projeto em prol dessas atletas é de fazer a gente se encher de alegria!

Ponto pra Nike! Que, mais do que senso de oportunidade, mostra que através do esporte é possível integrar diferentes culturas e religiões.

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Fotos: Vivienne Balla /Nike

Fonte: New York Times

Adeus a Niemeyer

6 dez

Traços simples, linhas curvas, uma beleza em concreto que muitas vezes desafiavam as leis da física. Oscar Niemeyer gostava do diferente, criou o próprio estilo, fez história: gênio.

Sempre admirei sua obra com aquele orgulho de ser brasileira como ele. Mas o que admiro muito mais é o homem. Criativo incansável, não parava. E, assim como gostava de desafiar a física, desafiava a biologia. Passado dos cem anos continuava tão lúcido e ativo, com a mente e a mão dando vida às suas linhas sinuosas.

Simples e belo. Queria eu, grande Niemeyer, que essas linhas tortas tivessem um pouco disso, para que essas palavras pudessem soar como uma singela homenagem.

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Fashion Again no Facebook

6 dez

Criei há alguns dias a página do Fashion Again no Facebook. Está no comecinho, mas pretendo que o espaço seja de troca e interação, além de compartilhar coisas bacanas que vejo por aí e que não entram aqui no blog. Vão lá! Espero ver vocês curtindo, compartilhando e trocando ideias. ;)

 

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Pimp my carroça

5 dez

Já ouviu falar no Pimp my carroça? É um projeto muito bacana criado pelo grafiteiro Mundano e que visa dar visibilidade aos catadores de lixo. E a tal da visibilidade é literalmente falando, com a carroça recebendo reparos e o colorido do grafite, e socialmente falando, trazendo à tona a importância social desse trabalho tão marginalizado. Para se ter uma ideia, de acordo com dados do projeto, só em São Paulo são mais de 20 mil catadores que são responsáveis por coletar mais de 90% do lixo destinado à reciclagem.

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O vídeo abaixo explica a ideia e os objetivos do Pimp my carroça  quando ainda estava na fase de arrecadação de fundos através do crowdfund (recebendo cotas de doação por uma página na internet). Na seguência, o documentário que mostra como foi a primeira ação desenvolvida pelo projeto: num dia de evento no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, os carroceiros receberam um trato nas carroças e neles próprios, com direito a corte de cabelo, massagem, teste de visão, camiseta e capa de chuva personalizados do projeto. Em seguida, foi a vez do Rio de Janeiro receber o evento durante o Rio +20.

O projeto não parou e continua recebendo doações para que possa acontecer em diferetes cidades do Brasil.

 

Velhinhos cheios de estilo

4 dez

Este vídeo é muuuuuuuuuito bom! Olha só quanto estilo e autenticidade desses velhinhos de uma pequena cidade chamada Agira na região da Sicília, na Itália. É de encher os olhos!

O vídeo é de 2010 e anunciava o lançamento do Sicilia Outlet Village, um shopping outlet da região inaugurado ano passado.

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